Parque Nacional do Iguaçú - Parte I - PR
17/10/2006



Parque Nacional do Iguaçú foi criado em1939, com superfície do lado brasileiro de 185.262 ha., sendo que em 1986 foi tombado como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade pela UNESCO.

O Parque localiza-se extremo-Oeste do estado do Paraná, na bacia hidrográfica do rio Iguaçú, a 17 km do centro da cidade de Foz do Iguaçú fazendo fronteira com a Argentina, onde está implantado o Parque Nacional Iguazu, criado em 1934.

O limite entre os dois países e seus parques nacionais é formado pelo rio Iguaçú, que nasce próximo a Serra do Mar, em Curitiba, e percorre todo o Estado do Paraná, numa extensão de cerca de 1.300 km. A foz do rio ocorre 18 km após as Cataratas, onde ele deságua no rio Paraná. Esse encontro de rios forma uma tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

Nele, o maior espetáculo são as Cataratas, cuja largura no território brasileiro é de cerca de 800m e no lado argentino de 1900m, enchendo os olhos dos visitantes, pela espuma d'água que cai de uma altura de até 72 metros nos saltos existentes entre o Brasil e a Argentina.

O número de saltos varia entre 150 e 300, dependendo da vazão do Rio Iguaçú. Além das exuberantes cataratas, há em seu interior outras atrações, como uma fauna muito rica, o Poço Preto, o Salto do Macuco, o Centro de Visitantes, a Estátua de Santos Dumont, que podem ser visto pelos www.ibama.gov.br/parna_iguacu  e   www.cataratasdoiguacu.com.br/parque

O interior do Parque é um mundo a ser descoberto. Sua fauna é um espetáculo à parte que se revela na riqueza de espécies. No que se refere à diversidade biológica, foram identificadas até o momento 257 espécies de borboletas, 18 espécies de peixes, 12 espécies de anfíbios, 41 espécies de serpentes, 8 de lagartos, 3 de quelônios, 348 de aves e 45 de mamíferos.

Animais como o veado mateiro, a onça pintada e o papagaio-de-peito-rocho, considerados em extinção, encontram neste parque o seu último refúgio na região. Ele contém um dos poucos ecossistemas onde ainda se pode encontrar espécies como a onça-pintada, anta, paca, capivara, veado, guaxinim, macaco-prego, quati e o jacaré-do-papo-amarelo entre tantos outros animais, o Parque serve de habitat à suçuarana e ao jaguar, predadores cuja sobrevivência requer grandes extensões de natureza preservada.

Quanto a avifauna, são mais de 200 espécies, que se distribuem por toda área do parque. Há papagaios, maritacas, tucanos, periquitos, gaviões, beija-flores, pintassilgos, jaburus. Ressalta-se a arara-canindé e o papagaio-de-peito-roxo, bem como gaviões-pega-macaco, o macuco e o pato
mergulhador.

Os ofídios estão representados em Iguaçú por cobras venenosas, como a coral, a cascavel, a jararacuçu e a jararaca, havendo grande variedade de peixes como o pintado, o dourado, o saicanga, o cascudinho, o lambari, o canivete, o guasco e o guasquinho.

O Parque Nacional do Iguaçú foi o primeiro parque no Brasil a receber um Plano de Manejo, por abrigar um importante patrimônio genético de espécies animais e vegetais, algumas ameaçadas de extinção, o que pode ser constatado pelos sites do IBAMA Plano de Manejo e Dados do Parque .

O Parque permanece diariamente aberto, das 9 h às 17 h, sendo administrado pela empresa Cataratas do Iguaçú S/A. A concessão consiste na liberação, para aproveitamento econômico, de seis áreas no Parque Nacional do Iguaçú, denominados espaços, a saber: Espaço do Centro de Visitantes, Espaço Porto Canoas, Espaço Santos Dumont, Espaço Naipi, Espaço Tarobá e a Trilha da Represa, além do sistema de transporte no interior do parque. Estas belezas podem ser vista virtualmente através de Visite Virtualmente as Cataratas

A Lenda das Cataratas

Conta-se que os índios Caigangues, habitantes das margens do Rio Iguaçú, acreditavam que o mundo era governado por M'Boy, um deus que tinha a forma de serpente e era filho de Tupã. Igobi, o cacique dessa tribo, tinha uma filha chamada Naipi, tão bonita que as águas do rio paravam quando a jovem nelas se mirava. Devido à sua beleza, Naipi era consagrada ao deus M'Boy, passando a viver somente para o seu culto. Havia, porém, entre os Caigangues, um jovem guerreiro chamado Tarobá que, ao ver Naipi, por ela se apaixonou.

No dia da festa de consagração da bela índia, enquanto o cacique e o pajé bebiam cauim (bebida feita de milho fermentado) e os guerreiros dançavam, Tarobá aproveitou e fugiu com a linda Naipi numa canoa rio abaixo, arrastada pela correnteza. Quando M'Boy percebeu a fuga de Naipi e Tarobá, ficou furioso. Penetrou então as entranhas da terra e, retorcendo o seu corpo, produziu uma enorme fenda, onde se formou a gigantesca catarata.

Envolvidos pelas águas, a canoa e os fugitivos caíram de grande altura, desaparecendo para sempre. Diz a lenda que Naipi foi transformada em uma das rochas centrais das cataratas, perpetuamente fustigada pelas águas revoltas e Tarobá foi convertido em uma palmeira situada à beira de um abismo, inclinada sobre a garganta do rio. Debaixo dessa palmeira acha-se a entrada de uma gruta sob a Garganta do Diabo onde o monstro vingativo vigia eternamente as duas vítimas.

Como Chegar

Por via terrestre, chega-se às Cataratas pela BR 277 que liga Curitiba a Foz do Iguaçú, e pela BR-469 (Rodovia das Cataratas) que liga a esta cidade ao Parque, distando 650 km de Curitiba.

O acesso ao Parque é feito a partir de Foz do Iguaçú, a 28 km da cidade, apenas 5 km do aeroporto Internacional de Foz do Iguaçú.

Não deixe de visitar esta magnífica obra da natureza, um dos patrimônios naturais do mundo, e reveja tudo o que foi dito aqui e acrescidos de outras informações variadas em www.cataratasdoiguacu.com.br .