Com os dias ensolarados chegando, uma boa opção de passeio são as praias Santa Catarina e curtir um sol deitado na areia além de um refrescante banho de mar. Nomes como Baln. Camboriú, Porto Belo, Piçarras e Florianópolis são lugares carimbados e conhecidos por todos. O que quase ninguém conhece são as belezas de outros lugares ainda pouco procurados e que possuem uma beleza ainda intocada como a ilha de Anhatomirim, onde se encontra a Fortaleza de Santa Cruz.
Localizada na cidade de Governador Celso Ramos e próxima de Florianópolis, a ilha de Anhatomirim, além de ser um local muito bonito, ainda propicia ao visitante vivenciar um pouco da nossa história.
A ilha abriga a Fortaleza de Santa Cruz, que se encontra restaurada e aberta à visitação. Estrategicamente posicionada na entrada da Baía Norte, a fortaleza configurava o terceiro vértice de um sistema triangular de defesa formada também pelo Forte de São José da Ponta Grossa, na ilha de Santa Catarina e Santo Antonio de Ratones, na ilha de Ratones. O sistema protegia a entrada da Baía Norte da ilha de Santa Catarina das invasões estrangeiras, principalmente dos espanhóis, e assim consolidar a ocupação portuguesa na região.
A Fortaleza foi construída entre os anos de 1739 e 1744 e chama a atenção o seu estilo oriental, com destaque para o pórtico de entrada e os arcos da construção principal.
Durante a Revolução Federalista em 1894, a fortaleza serviu de prisão e base de fuzilamentos dos revoltosos contra o governo de Floriano Peixoto.
Em 1907, a fortaleza passou a pertencer ao Ministério da Guerra e ainda serviu de prisão no desfecho da Revolução Constitucionalista de 1932. Até o final da Segunda Guerra, Santa Cruz continuou servindo como fortaleza, até que se tornou obsoleta devido ao avanço tecnológico da indústria bélica, sendo abandonada e desativada. A Marinha manteve vigilância na ilha até o final da década de 60, depois disso a ilha foi abandonada, acabando sendo depredada.
A Fortaleza de Anhatomirim foi tombada em 1938 como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, permanecendo anos em total abandono até ser redescoberta e restaurada nas décadas de 70 e 80, quando passou à guarda e manutenção da Universidade Federal de Santa Catarina, iniciando o processo de restauração das ruínas históricas.
Atualmente, as fortalezas catarinenses, gerenciadas pela UFSC, constituem-se num dos maiores e mais bem conservados conjuntos de arquitetura militar do Brasil, e um dos principais pontos de atração turística de Santa Catarina.
Em 1984 a Ilha foi aberta à visitação pública, após um trabalho de restauração muito bem feito e como resultado foi que a fortaleza de Santa Cruz é hoje uma das fortalezas mais bem preservadas do Brasil atualmente.
Somente de barco é possível chegar até o local, existindo duas opções para fazer o passeio. Uma é viajar de escuna que saindo de Florianópolis (próximo à Ponte Hercílio Luz, junto ao Veleiros da Ilha, Trapiche da Beira Mar Norte e da Praia de Canasvieiras) pela manhã, faz um passeio pelas ilhas de Anhatomirim e Ratones. Outra é ir até a Baía dos Golfinhos
em Gov. Celso Ramos, saindo da BR-101 no km 185, Tijuquinhas, junto à ponte sobre o rio Camarão, e percorrendo cerca de 8 km por estrada de terra chegar até a Praia do Antenor, onde há sempre algum barqueiro disponível para a travessia de aproximadamente 600 m até a Ilha de Anhatomirim.
Outras embarcações de pesca também fazem o traslado para Anhatomirim a partir das várias praias da Armação da Piedade, em Gov. Celso Ramos.
Seu horário de funcionamento na temporada de verão: das 9 às 18 h (final de dezembro a final de fevereiro) e nos demais meses: das 9 às 17 h e a travessia leva cerca de 20 minutos.
Neste caso pode-se aproveitar o dia para ficar tomando banho na Baía dos Golfinhos, pois o lugar é muito bonito, com águas claras e a freqüente presença dos golfinhos, quando o tempo ajuda.
A Fortaleza de Anhatomirim foi sede do primeiro governo da Capitania de Santa Catarina, e recebe hoje aproximadamente 65% do contingente de mais de 200 mil pessoas de todo o mundo que visitam as fortalezas anualmente.
Para visitar a ilha, paga-se uma pequena taxa de ingresso, possuindo o local restaurante e lanchonete, além de loja de suvenir e telefone público celular.
Maiores informações podem ser obtidas junto ao Departamento de Apoio à Extensão da UFSC pelo fone (48) 3331 9344 ou 3331 6714 ou ainda acessando o site www.daex.ufsc.br. ou no CD-ROM Fortalezas Multimídia.