|
Um dos passeios mais emocionantes e mais famosos no Paraná é a descida de trem pela exuberante Serra do Mar. Saindo de Curitiba, o traçado passa por centenários vilarejos e cidades histórias até Paranaguá, berço da colonização paranaense.
Uma ferrovia imperial, com seus 110 encantadores quilômetros num magnífico e arrojado projeto que se perpetua no tempo.
Sua construção durou menos de cinco anos e envolveu 9 mil homens, consagrando como engenheiros notáveis, o comendador Antônio Ferrucci e João Teixeira Soares, obedecendo, no trecho da serra, a diretriz do traçado elaborado por Antônio Pereira Rebouças Filho.
A pedra fundamental da Estrada de Ferro foi oficialmente lançada em 5 de junho de 1880, em Paranaguá, no local em que hoje se situa o marco zero do trecho.
Ao longo de seu percurso a ferrovia conta com 420 obras de arte, incluindo 13 túneis, 30 pontes e vários viadutos de grande vão.
O ponto mais elevado da linha encontra-se à entrada oeste do túnel de Roça Nova, onde a linha atinge 955 metros sobre o nível do mar, e o mais baixo, na Estação do Porto D. Pedro II, em Paranaguá, com 4,66m.
Um dos pontos mais elevado e também o mais conhecido, é o Pico do Marumbi, próximo à Estação do mesmo nome. O Pico do Marumbi é legítima propriedade espiritual dos alpinistas e de turistas domingueiros.
Na estação do Marumbi, a linha férrea passa ao lado do Pico do mesmo nome, com 1.539 metros e do morro do Leão, com 1.564 metros, vencendo o degrau entre o litoral paranaense e o primeiro planalto do interior, onde está Curitiba, a cerca de 900 metros de altitude.
Logo após vê-se o Véu de Noiva, no km 65, à entrada do túnel nº 11.
A Ponte São João é a mais longa ponte da ferrovia, com 112 metros de extensão. É composta de 4 vãos, sendo 2 de 13 metros, 1 de 17 e 1 de 70 metros. O vão central fica a 55 metros acima do fundo da grota. Assim como as demais pontes do trecho, a Ponte São João foi reforçada para suportar o maior peso das locomotivas modernas.
Mais adiante, assentado sobre 5 pilares de alvenaria, na encosta da própria rocha, encontra-se o Viaduto do Carvalho, que possui 5 vãos, de 12 e 16 metros. Ao passar por ele, o viajante tem a impressão de estar sendo lançado no espaço.
O Porto de Cima é outra parada obrigatória para quem está viajando de trem. O povoado situado ao pé da Serra do Mar teve seu apogeu em decorrência dos engenhos da erva-mate e, nas últimas décadas do século XVIII, passou a ter grande importância econômica como entreposto comercial entre o litoral e o planalto.
Ao pé da serra está o município de Morretes com sua estação construída em 1885. Famosa pelo “barreado”, prato típico da região a base de um cozido de carne.
Destacam-se também a produção de cachaça e doces típicos, e seu artesanato em cestaria.
A última parada é Paranaguá, ou o Grande Mar Redondo, na língua tupi-guarani. Era assim que os índios denominavam a formosa baía Paranaguá, lá pelos idos de 1578. O seu porto, porto de D. Pedro II, foi inaugurado em 1935 e é hoje um dos maiores do país em volume de exportação de grãos.
A Serra Verde Express disponibiliza um maravilhoso passeio sobre esta via, através da utilização de trens ou litorinas, totalmente voltados para o turismo.
O percurso todo dura quatro horas, com paradas para o turista apreciar os recantos da Serra do Mar e das estações históricas.
|